Representantes das federações de trabalhadores e empresas da indústria catarinense vão se reunir na próxima segunda-feira, às 14h, em Florianópolis para reabrir as negociações visando a convenção coletiva dos trabalhadores das empresas da indústria química de Criciúma  e região.

As negociações entre o sindicato dos trabalhadores e advogados do sindicato patronal se desenrolou entre o início de novembro até 11 de dezembro, quando o Tribunal Regional do Trabalho convocou as partes para uma audiência de conciliação. Não houve acordo.

Os trabalhadores defendem a manutenção de todas as cláusulas da última convenção coletiva firmada e reajuste salarial de 3%, sendo que a inflação do período medida pelo INPC é 1,83%.

Os patrões se negam a conceder aumento real de 1,17% aos trabalhadores e querem alterar a convenção coletiva, inclusive eliminando a obrigação de homologar no sindicato dos trabalhadores as rescisões de contratos de trabalho com mais de três meses, como ocorre há mais de 20 anos.

Sem acordo e depois de dois dias de greve em empresas de Criciúma e região, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que representa os sindicatos patronais, sugeriu na audiência de conciliação no TRT, em 11 de dezembro, que Fiesc e Fetiesc (que representa os sindicatos de trabalhadores da indústria) atuassem para formalizar um acordo até 31 de janeiro, período em que greves estariam suspensas.

A proposta da Fiesc foi aceita por representantes dos patrões, dos trabalhadores e pela justiça do trabalho e nesta semana o presidente da Fetiesc, Idemar Martini, anunciou o agendamento da reunião da próxima segunda-feira. “Esperamos que os patrões tenham revisto seus conceitos e princípios e atendam as reivindicações da categoria, que são mínimas”, disse o vice-presidente e presidente em exercício do sindicato dos químicos de Criciúma e região, Joel Bittencourt.

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